A Realixo presente no Web Summit Rio! (II parte)

Passados os dois primeiros dias de evento, aqui fica a história do terceiro e extraordinário dia!

4 de maio. Abaixo estão as aulas que frequentei:

How big corporations and social institutions can work together to foster social innovation and impact within the framework of energy transition.” (Como grandes corporações e instituições sociais podem trabalhar juntas para promover a inovação e o impacto social no contexto da transição energética.) Ana Carolina De Pierro Bruno, Rui Lira, Giulia Santana, Manuel Andrade

Ana Carolina De Pierro Bruno, Innovation Lead Vale, destacou a diferença entre os tempos em que uma grande instituição toma decisões, comparando-a com a velocidade das startups: “Nós, grandes empresas, precisamos de bastante tempo para analisar uma parcela. Por outro lado, uma startup tem tempos muito mais curtos.” À pergunta de uma pessoa da platéia: “Como e quando uma startup pode entrar em contato com uma grande empresa para uma parceria?”, ela respondeu: 

  1. Entender o que uma grande empresa faz  
  2. O melhor departamento é RH
  3. A startups tem que ter uma estrutura mínima.

Rui Lira, chefe de Inovação Aberta e Procurement de Impacto na Yunus Negocios Sociais Brasil, compartilhou o fato de que “No Brasil ainda não há benefícios fiscais para empresas/fundos/investidores que investem em negócios de impacto.”

Como a tecnologia está transformando a logística?” Parker Treacy, Antonio (Tony) Migliore, Andrea Janer

Para nós da Realixo, a logística é muito importante. Acreditamos que a tecnologia é muito útil para otimizar custos e minimizar o impacto ambiental. Atualmente utilizamos um sistema de gerenciamento de rotas (Circuit), e recentemente começamos a trabalhar com o Saas Minha Coleta. Estamos sempre em busca de inovações no setor. Aliás, acreditamos que, para escalar o mercado com o modelo da franquia (nossa futura estratégia), parte do valor que damos aos nossos franqueados (além do marketing) é a tecnologia.

O CEO da empresa de logística Moova disse: “A logística precisa ser repensada”.

“Biomimicry: Creative Inspiration rooted in nature.” (Biomimética: inspiração criativa enraizada na natureza). Fred Gelli

Esta foi uma das aulas mais bonitas e significativas que presenciei no Web Summit Rio. O designer e CEO da Tátil iniciou seu discurso destacando como a maioria dos palestrantes presentes na conferência de tecnologia falaram sobre AI (Inteligência Artificial) e como ele, ao invés disso, falará sobre a inteligência da natureza (na qual a IA se inspira). 

Na complexidade dos tempos modernos, o autor cita uma frase do cantor brasileiro Tom Zé: “Quem não está confuso, está mal informado!”.

Fred Gelli reflete sobre como o ser humano passou de Homo Sapiens a Homo Consumos. Em seu negócio, ele gosta de substituir a palavra “consumidor” por “aproveitadores”.

O designer pensa que a humanidade se depara com um desafio criativo, no qual deve encontrar soluções que satisfaçam não só necessidades individuais e egoístas (“o nosso próprio sucesso”) mas sobretudo as coletivas.

O palestrante menciona a disciplina de Biomimética. Se quiser saber mais, assista ao vídeo abaixo:

O empreendedor conta como a Natureza utiliza 3 princípios criativos em tudo que faz:

  1. Otimização 
  2. Circuito fechado (economia circular)
  3. Interdependência

“A inovação é um processo que a Natureza conhece muito bem, porque a evolução é um processo puro de inovação.”

“As empresas desempenham um papel vital na evolução da humanidade, por meio da inovação. As empresas na década anterior tiveram que lidar com a transformação digital. Nesta década, elas têm que lidar com os desafios ESG.”

As empresas que abraçam o programa ESG não o fazem por filantropia, o fazem para manter sua relevância, sua importância. Como as empresas podem conquistar clientes? Como a natureza faz isso?

1. Aumentar a diversidade. Desta forma, de fato, a resiliência é aumentada.

2. Descentralização. Dessa forma, decisões mais inteligentes e eficientes são tomadas.

3. Reconsiderar o lixo, como resíduos (de produção, processos, consumo) para novos recursos. Na natureza, não há lixo. Todas as sobras são recursos para outras coisas. Temos o desafio (como humanidade) de rever e reconsiderar nossa ideia de lixo.

4. A capacidade de ler o contexto. Uma empresa que quer continuar viva deve ser capaz de inovar e evoluir, e para isso deve saber ler o contexto do mundo que está em constante mudança.

5. Estimula a cooperação. Na Natureza há cooperação e competição, mas esta última exige muito mais esforço do que a cooperação. E a Natureza não gosta de fazer esforços inúteis.

6. Coloca a vida no centro das decisões. Costumamos falar sobre “Human Centered Design (Design centrado no ser humano)”, mas isso não está certo, porque assim podemos esquecer todas as outras espécies.

7. Mudança de comportamentos. As empresas podem promover mudanças comportamentais.

Quais estratégias a natureza usa para engajar suas audiências?

A natureza envolve através do desejo. O desejo é uma estratégia da natureza para sobreviver e evoluir.

A natureza envolve através do design.

Ao final de sua bela apresentação, o palestrante ilustra uma mudança de paradigma na comunicação das empresas que desejam ter um impacto socioambiental positivo. Olhe a imagem abaixo para saber o seu conselho!

“Cidades inteligentes, inclusivas e criativas.” José Saad Neto

Nesta apresentação, o fundador da agência de comunicação GoAd Media apresenta várias campanhas de comunicação que empresas, organizações e órgãos públicos têm implementado a favor dos cidadãos e do ambiente. Inspirado pela criatividade das iniciativas apresentadas!

Do founders make good CEOs? (Os fundadores são bons CEOs?) Thibaud Lecuyer, Edith Harbaugh, Robson Privado, Sandra Boccia

A pergunta do painel é: Os fundadores são bons CEOs?

Edith Harbaugh, CEO LaunchDarkly responde sim a esta pergunta, porque: “o fundador tem a paixão e a visão para construir uma startup.” E continua: “o fundador é a melhor pessoa para ser o CEO de uma startup. Ele/ela está 100% comprometido/a. Como você pode passar algo, que é apenas uma visão, para alguém que não está tão entusiasmado com isso?” A cofundadora da empresa também dá conselhos: “Cerque-se de outros grandes fundadores”.

Thibaud Lecuyer, CEO da Loggi, também responde afirmativamente à mesma pergunta. E dele, também, alguns conselhos para um fundador:

  1. Você lidera pelo exemplo.
  2. Você é acessível.
  3. Você é muito motivado
  4. Você é compreensivo com seu time. 
  5. Você gerencia seu estresse.
  6. Você acredita em você!

Creating the cities of tomorrow. (Criando as cidades do amanhã) Eduardo Paes, Ana Paula Araújo

Nesta conversa, o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, dá algumas de suas visões da cidade do futuro onde a educação e a inovação são centrais. Além da natureza das respostas e ideias propostas, foi interessante ouvir um político de sucesso com suas excelentes habilidades de oratória e capacidade de fazer o público rir!

How do you build a global unicorn? (Como você constrói um unicórnio global?) Marc Penzel, Gerry Giacomán Colyer, Gina Gotthilf, Klaus Wehage

Na última conferência que participei (antes de beber umas cervejas oferecidas em vários estandes kkk), tive o prazer de ouvir esta aula. O fundador e presidente da Startup Genome, Marc Penzel, respondeu à pergunta “o que torna uma startup excepcional?” da seguinte forma: 

  1. Rede de mentores e consultores 
  2. Rede global de colegas fundadores 
  3. Tornar-se global em breve

À pergunta “o que torna um fundador bem-sucedido?”, Gina Gotthilf, COO da Latitud respondeu da seguinte forma: 

  1. Foco no problema e não na solução 
  2. Capacidade de expressar a visão 
  3. Capacidade de ter investidores a bordo

Antes de sair, tenho um encontro marcado com uma moça que trabalha no Meu Copo Eco. Convidei-a para nos conhecer, porque a empresa está colocando em prática uma ideia que tenho há algum tempo: oferecer aos participantes do evento copos reutilizáveis em vez de descartáveis. 

Ela me explica o modelo de negócio da empresa, os problemas que tiveram durante a pandemia, as características das operações. Basicamente eles têm dois modelos de negócio: no primeiro eles vão a eventos e vendem seus copos plásticos PP (lembram do começo da primeira parte dessa história? você pode ler aqui). Os clientes que devolvem os copos (apenas 20-30%) recebem o valor total. No segundo modelo, eles vendem os copos pos organizadores do evento (de R$3 a R$5 cada, dependendo da quantidade) e os organizadores fazem com eles o que quiserem. Eles têm uma máquina que lava, esteriliza e seca os copos. Foi uma reunião muito útil e interessante. 

Ao final do evento, quis tirar uma foto diante de um escrito que descreve bem a Realixo: “Não existe inovação sem um quê de provocação”. 

A provocação que estamos trazendo para o Brasil (e queremos espalhar pelo mundo), é que é possível ter um estilo de vida lixo zero, saudável e feliz, sem abrir mão dos confortos da vida moderna. Para atingir esse objetivo de longo prazo, marketing e tecnologia são essenciais. 

Comecei a escrever este artigo na primeira noite do evento, do meu terraço com vista para o mar do lindo hotel pago pela Prefeitura de São Paulo, a quem agradeço sinceramente pela oportunidade. 

Depois de investir R$500.000,00 de capital italiano no Brasil, é a primeira vez (além das receitas geradas pelos nossos clientes) que o Brasil, como país, está nos devolvendo dinheiro. Meu compromisso é que, quando formos capazes de gerar resultado liquido (o ponto de equilíbrio operacional está próximo), reinvestiremos todos os lucros por pelo menos 5 anos, contratando mais pessoas, aumentando os salários, investindo em P&D e em marketing. Quero fazer crescer este maravilhoso país de forma ética e sustentável!

Agradeço, também, a todas as pessoas que trabalham no Ade Sampa, começando pela Josiane Batista e Daniela Soares. Agradeço a todos os companheiros de viagem, que têm negócios maravilhosos!

Agradeço à Laura e ao João Baptista, que durante os dias do Web Summit, cuidaram de toda a operaçao, permitindo-me desfrutar do evento sem estar sempre ao telefone. 

Last, but not least (por último, mas não menos importante), agradeço aos nossos outros colaboradores atuais e anteriores, freelancers, investidores (Mamãe, Papai, Eli e todos os outros FFFs), nossos maravilhosos clientes, concorrentes, fornecedores e até o grande problema que estamos procurando resolver: o lixo.

Obrigado a todos e até a próxima!

Andrea M. Lehner, CEO & Fundador Realixo

4 comentários em “A Realixo presente no Web Summit Rio! (II parte)”

  1. Pingback: A Realixo presente no Web Summit Rio!  – Realixo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *